MPRJ apura venda de ingressos de Flamengo e Fluminense em jogos no Maracanã

Por · 11 de setembro de 2026

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga irregularidades na venda de ingressos por Flamengo e Fluminense para partidas no Maracanã. A apuração está em andamento e o órgão ainda aguarda manifestações das diretorias dos clubes, da Ferj e das empresas responsáveis pela comercialização.

MPRJ apura venda de ingressos de Flamengo e Fluminense em jogos no Maracanã
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Segundo a apuração, o caso está sob condução do Gaedest, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do MPRJ. O foco está na venda de bilhetes acima da capacidade permitida em setores do estádio, com registros de superlotação em parte dos eventos analisados.

Apuração cita jogos e setores do estádio

A investigação começou no fim de agosto de 2026. De acordo com o levantamento citado, o MPRJ identificou irregularidades em pelo menos 16 jogos, sendo 12 do Flamengo e 5 do Fluminense.

Um dos recortes mencionados envolve o setor norte do Maracanã. A capacidade permitida no local é de 21.300 pessoas, mas a presença registrada em algumas partidas chegou a 23.400. O material também inclui suspeitas relacionadas ao setor oeste superior, área que abriga cadeiras cativas, com indícios de falsidade ideológica e documental.

No caso específico do Flamengo, a apuração aponta venda de ingressos acima da capacidade permitida em setores do estádio. O material afirma ainda que a presença excedeu o limite em 50% dos jogos investigados. Outro ponto citado é que o sistema de catracas do Maracanã não bloqueia torcedores quando a capacidade é excedida.

Órgãos e envolvidos ainda devem responder

As diretorias de Flamengo e Fluminense, a Ferj e as empresas responsáveis pela venda de ingressos foram oficiadas. Até 11 de setembro de 2026, o MPRJ ainda aguardava as manifestações. O inquérito também foi enviado à Promotoria de Justiça de Urbanismo, com prazo de até 15 dias a partir da notificação para retorno ao órgão.

De acordo com o material citado na investigação, o Fluminense negou a acusação e declarou: “O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã.” A Ferj, por sua vez, registrou que “Prestará as informações solicitadas ao Ministério Público dentro do prazo estipulado.”

A apuração pode levar à proibição de atuação dos clubes em estádios da cidade por até seis meses, enquanto o MPRJ espera os posicionamentos das diretorias e do consórcio Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do Maracanã.

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