Em entrevista ao ge, reproduzida pelo Coluna do Fla, o ex-atacante disse que tinha em contrato a previsão de usar o número ao chegar à Gávea. Segundo ele, Petkovic já vestia a 10 naquele momento, e a mudança poderia criar um problema interno. Edílson relatou que conversou com o então presidente Edmundo Santos Silva e decidiu não levar a disputa adiante.
Ao lembrar o episódio, o ex-jogador resumiu o clima da época como uma questão de vaidade e afirmou: “você está com a 10 porque eu quero”. Na mesma fala, contou que a rivalidade passou para a rotina do elenco, com divisão de times nos treinos e disputa também nas cobranças de pênalti. Ainda assim, disse que a relação funcionava dentro de campo.
Rixa ficou fora das quatro linhas
Na entrevista, Edílson afirmou que o atrito com Petkovic não atrapalhava a parceria durante as partidas. Segundo o ex-atacante, os dois chegaram a participar diretamente de gols um do outro, apesar da disputa pessoal fora de campo. Ele também declarou que hoje considera superadas as brigas que teve no futebol, inclusive com o sérvio.
Comparação com caso recente no Corinthians
Edílson comparou a situação vivida no Flamengo com a troca de numeração envolvendo Memphis Depay e Rodrigo Garro no Corinthians, citada por ele como um episódio semelhante. De acordo com o relato reproduzido pela fonte, o ex-jogador entendeu que tirar a camisa 10 de Petkovic, então apontado por ele como principal jogador do Flamengo, geraria um impacto maior no grupo.
Edílson e Petkovic atuaram juntos no Flamengo entre 2000 e 2001. Nesse período, conquistaram a Copa dos Campeões e o Campeonato Carioca de 2001. Segundo a fonte, em novembro de 2025 o ex-atacante já havia tratado essas brigas como absurdas em outra entrevista, ao relembrar o início da rixa entre os dois.

