Segundo o UOL, o técnico português encontrou no clube jogadores experientes, com passagem pela Europa, como Filipe Luís, Diego Ribas, Diego Alves e Rafinha. Ainda assim, manteve um discurso de autoridade dentro do grupo e estabeleceu regras no dia a dia, com respostas duras em alguns momentos.
Cobranças diretas e disputas no dia a dia
Um dos episódios citados pela reportagem envolve Willian Arão, hoje no Santos. Antes de um treino, ao ouvir do volante um pedido para não mexer na roda de bobinho, Jorge Jesus respondeu: “agora quem manda sou eu”. A publicação também relembra o conhecido “tá mal, Arão” como exemplo do tom usado pelo treinador.
Filipe Luís viveu esse ambiente de maneira intensa. O ex-lateral já disse que teve “umas 20 ou 30 discussões” com Jesus e depois passou a concordar com o treinador em mais da metade delas. A relação foi além: Filipe se inspirou no português para a carreira de técnico e anotava treinos para compreender melhor o estilo de jogo.
Admiração mesmo com atritos
Rafinha é outro nome lembrado na convivência com Jorge Jesus. Em entrevistas, o ex-lateral resumiu o nível de exigência com a frase: “Quando a gente ganhava, ele piorava”. Os dois discutiram na sala do treinador e também em campo, em uma partida contra o Internacional, depois da expulsão de Guerrero. No dia seguinte, Jesus chamou Rafinha no Ninho, repreendeu o jogador, e a relação entre ambos seguiu preservada.

