No texto, Fabiano de Abreu afirma que a queda não deve ser resumida aos pênaltis desperdiçados e relaciona o resultado a decisões administrativas recentes. A comparação central é com o Palmeiras, apontado como exemplo de continuidade de trabalho sob Abel Ferreira desde 2020.
Continuidade em lados opostos
Segundo a análise, Abel Ferreira está no Palmeiras desde 2020 e soma 11 títulos no período, incluindo duas Libertadores e dois Campeonatos Brasileiros. O texto também destaca que o clube paulista passou por 2025 sem títulos, perdeu Brasileiro e Libertadores para o Flamengo, mas manteve o trabalho e voltou a conquistar o Campeonato Paulista em 2026, além de chegar novamente à final da Libertadores.
Do lado rubro-negro, a avaliação aponta que Filipe Luís assumiu o profissional em setembro de 2024 e conquistou, em 16 meses, Copa do Brasil de 2024, Supercopa, Campeonato Carioca, Libertadores e Campeonato Brasileiro de 2025. A crítica se concentra na decisão de interromper esse processo no início de 2026, após derrotas na Supercopa e na Recopa.
Troca de comando no centro da crítica
O texto lembra que Filipe Luís foi demitido horas depois de o Flamengo vencer o Madureira por 8 a 0 e garantir vaga na final do Campeonato Carioca, mesmo depois de ter renovado contrato até o fim de 2027 dois meses antes. Para a análise, a troca por Leonardo Jardim ainda não apresentou, até agora, resultado claramente superior ao do antecessor.
A conclusão do artigo é que o Flamengo tem elenco, receita, estrutura e potencial esportivo, mas ainda não transformou isso em um padrão de continuidade comparável ao do Palmeiras. A avaliação sustenta que a administração rubro-negra precisa reexaminar a demissão de Filipe Luís à luz da eliminação continental e do contraste com o principal concorrente brasileiro do período recente.

