De acordo com a projeção citada pela pauta da reunião, a queda representa quase R$ 300 milhões em receitas que deixarão de entrar no caixa. A conta inclui arrecadação em dias de jogos, venda de ingressos e premiações, o que tira o clube da meta de cerca de R$ 1,8 bilhão de arrecadação na temporada.
Receitas previstas entram em revisão
Segundo a informação publicada, o orçamento de R$ 1,8 bilhão foi apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, aos sócios em dezembro de 2025. Ainda de acordo com a ESPN, a peça orçamentária seguiu uma linha conservadora e não incluía premiações por títulos. Na ocasião, a diretoria repetiu metas esportivas de 2025: semifinal da Libertadores e, no mínimo, vice-campeonato do Brasileirão, além de estimar R$ 256 milhões em vendas de jogadores ao longo da temporada.
O texto também aponta que a Copa do Brasil já havia ficado abaixo do esperado. Em maio, o Flamengo perdeu para o Vitória por 2 a 0, no Barradão, e caiu na quinta fase, mesmo após vencer a ida por 2 a 1 no Maracanã. Ainda assim, o clube fechou o primeiro semestre com receita de R$ 839 milhões, número 9,5% superior ao mesmo período de 2025.
Impacto da eliminação
A própria semifinal ajuda a dimensionar o peso financeiro da queda. Segundo a fonte, o jogo no Maracanã registrou renda bruta de R$ 13,1 milhões, recorde do futebol brasileiro em 2026, com 72.492 torcedores. A reportagem acrescenta que a final única, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, colocaria valores maiores em disputa: US$ 7 milhões para o vice-campeão e US$ 25 milhões para o campeão.
Com a campanha encerrada, o Flamengo terminou a Libertadores com US$ 7,95 milhões em cotas da Conmebol, cerca de R$ 40 milhões, somando participação, vitórias na fase de grupos e classificações no mata-mata. Ao mesmo tempo, deixou de faturar ao menos R$ 40 milhões apenas com a premiação mínima da final. Outro ponto citado no cenário financeiro é a medida provisória que proibiu o patrocínio de casas de apostas, atingindo o espaço master da camisa, ocupado pela Betano.

