Conmebol discute efeitos do caso
Segundo apuração publicada pelo Coluna do Fla, a Conmebol está irritada com o andamento do episódio e já se movimenta para impedir que o Tribunal Arbitral do Esporte se sobreponha ao regulamento da Libertadores. A leitura interna da entidade, de acordo com a reportagem, é que “A entidade sairia muito enfraquecida, por mais que o TAS seja superior”.
O ponto central da discussão é que a própria Conmebol havia rejeitado a inscrição de Rojo antes de o defensor atuar contra o Flamengo amparado por uma medida cautelar do TAS. A reclamação rubro-negra foi protocolada na sexta-feira (23), com pedido de aplicação do artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê derrota por 3 a 0 em casos de escalação irregular.
Cronologia da inscrição e da contestação
De acordo com a fonte, o Estudiantes tentou inscrever Rojo para ocupar a vaga de Gabriel Neves, afastado por lesão. A Conmebol negou a inscrição em 15 de outubro, horas antes do jogo de ida, por entender que a situação não atendia aos critérios de substituição na lista de inscritos. Ainda segundo a reportagem, a confederação consultou a Fifa antes de vetar o defensor.
No mesmo dia, o clube argentino anunciou recurso ao TAS. Depois, na quarta-feira (21), véspera do jogo de volta, o tribunal concedeu a medida cautelar e determinou a inclusão de Rojo na lista. Com isso, o zagueiro foi titular no empate sem gols entre Flamengo e Estudiantes no Maracanã, em 22 de outubro. A partida terminou 0 a 0, e a classificação do time argentino veio nos pênaltis por 3 a 2.
O julgamento do mérito no TAS está marcado para 12 de novembro. Em paralelo, o processo disciplinar segue na Conmebol, e o Estudiantes tem até segunda-feira (26), às 18h, para apresentar defesa. Até lá, o clube argentino mantém a vaga na final contra o Palmeiras, enquanto o Flamengo acompanha o caso e, segundo a publicação, avalia enviar uma comitiva à Suíça para acompanhar o julgamento em Lausanne.

