De acordo com o relato, o ex-jogador teve destaque na conquista da Copa Mercosul de 1999 e dos títulos cariocas de 1999 e 2000. Depois desse período, ele queria seguir para a Europa, mas não conseguiu deixar o clube quando apareceu a chance de ir para o Barcelona.
Saída para a Europa não aconteceu como ele planejava
Segundo Athirson, havia um pré-contrato com o Barcelona, mas a transferência não foi concluída por problemas políticos na diretoria do clube espanhol. Ao relembrar a conversa com Edmundo Santos, então presidente do Flamengo, o ex-lateral contou: “Edmundo Santos (então presidente do clube) falou que não podia me vender, que eu era o melhor e o maior jogador do elenco do Flamengo, ídolo. E me perguntou o que ele iria falar para a torcida”.
Athirson disse que respondeu defendendo a ida para a Europa como parte da sequência da carreira. Mais tarde, acabou seguindo para a Juventus, em uma saída do Flamengo que, segundo a fonte, envolveu um processo na Justiça.
Período na Itália marcou a carreira
Ao lembrar aquele momento, Athirson descreveu o impacto emocional da mudança frustrada: “A minha cabeça virou. De um atleta feliz, alegre, tudo se tornou um pesadelo. Isso me magoou muito porque me prejudicou emocionalmente”.
Na Itália, ele relatou que ficou doente e que os médicos não identificaram o problema inicialmente. De acordo com seu relato, ele estava com dengue hemorrágica não detectada, enquanto havia suspeita de leucemia. Athirson também contou que, por seis meses, dependia da contagem de plaquetas para saber se seria relacionado para as partidas: “Passaram seis meses e eu só podia ir para o jogo se a minha plaqueta estivesse a 100 mil. Toda véspera do jogo eu ia para o hospital fazer exame e ficava esperando para saber se ia ou não (ser relacionado). Como a tua cabeça pode jogar assim?”.

