A administração do Maracanã recusou o pedido cruz-maltino para a partida da próxima quarta-feira. O CEO do estádio, Fred Nantes, justificou a negativa com questões relacionadas à preservação do gramado. Segundo o ofício enviado ao Vasco, o planejamento técnico da Greenleaf, empresa responsável pelo gramado, estabelece a necessidade de preservação de janelas de recuperação diante do desgaste da superfície.
O clube protocolou a ação nesta sexta-feira e pediu uma decisão liminar, alegando que precisa confirmar o palco da partida para iniciar a venda de ingressos. A CBF havia indicado São Januário como sede do confronto, mas o Vasco afirma ter solicitado o Maracanã por ofício na última quarta-feira, dia 19.
Vasco aponta tratamento diferente em relação a Flamengo e Fluminense
Na petição, os advogados do Vasco afirmam que a gestão Fla-Flu não apresentou laudo técnico objetivo, mensurável ou auditável que comprove a impossibilidade do gramado suportar a partida de 26 de agosto. O clube argumenta que, enquanto nega o acesso ao Vasco, a administração do Maracanã garante o uso regular do estádio a Flamengo e Fluminense, o que caracterizaria, segundo a ação, tratamento discriminatório e arbitrário.
O ofício da gestão do estádio também menciona que o Vasco já teve pedidos atendidos em seis ocasiões anteriores, entre abril de 2025 e a data atual.
Clube cita risco financeiro e de segurança
O Vasco reforça o pedido de liminar afirmando que a manutenção da negativa impedirá a venda de ingressos e causará prejuízo financeiro irreparável, já que o clube está em regime de Recuperação Judicial e depende dessas receitas para cumprir seu plano de credores. A ação também argumenta que a impossibilidade de jogar no Maracanã colocaria em risco a segurança de torcedores que tentariam acessar São Januário em número superior à capacidade do estádio.
O Vasco é o único time carioca remanescente na Copa do Brasil, tendo eliminado o Fluminense nas oitavas de final. O Flamengo foi eliminado na fase anterior pelo próprio Vitória.

