Segundo o diretor de futebol, a medida não deve afetar, a princípio, a renovação dos atletas que já estão no elenco. Ao comentar o impacto da perda de patrocínios, porém, Boto admitiu a possibilidade de saídas no mercado e resumiu o cenário com uma frase direta: “o pior cenário, se calhar, passa por termos que vender um jogador, ou dois ou três jogadores, e não conseguirmos repor com a mesma qualidade”.
Renovações e limite para investir
Boto disse que a restrição imediata está mais ligada à capacidade de contratar do que à manutenção das peças atuais. Na mesma resposta, ele afirmou que o clube terá de cuidar mais do elenco que já possui porque, para comprar, precisa de dinheiro que hoje não conta mais com esse patrocínio. A fonte cita que o Flamengo tem tratativas para renovar com Danilo, Pedro e Léo Pereira, além de já ter assegurado as permanências de Erick Pulgar, Bruno Henrique e Alex Sandro.
Salários fora de risco e explicação sobre Paquetá
Nos bastidores, a diretoria estima um impacto de R$ 430 milhões com a proibição das bets. Boto relatou reuniões com a presidência desde a semana passada, inclusive quando estava em Portugal, e disse que Luiz Eduardo Baptista passou quatro horas no Ninho tratando do tema. Ao mesmo tempo, garantiu que a folha não será atingida: “o Flamengo não vai atrasar um salário, não vai deixar de pagar aos funcionários e aos seus jogadores”.
O dirigente também explicou a declaração de Bap sobre como o clube pagaria a operação de Lucas Paquetá, citada pelo presidente ao listar prejuízos da medida. Segundo Boto, a fala não tratava apenas do meia, mas dos compromissos assumidos pelo Flamengo com base em contratos que estavam assinados. Ele afirmou que o clube tem obrigações importantes em janeiro e que a discussão interna está voltada a como honrar esses acordos e ao impacto disso no planejamento da temporada de 2027.

