Como a cabine tratou o lance
Segundo o diálogo publicado, a revisão começou com a checagem de uma possível falta de Rony sobre Jorginho na origem da jogada. Daronco afirmou: “Não faz (falta), mesmo critério de lá”. Na sequência, o VAR Rodolpho Toski Marques e o AVAR discutiram se o toque no braço configurava ou não “Dogso”, situação de impedir uma oportunidade clara de gol.
Depois da análise em vídeo, Toski informou ao árbitro: “Decisão factual, é dentro da área, seria um pênalti confirmado”. Em seguida, a cabine sugeriu revisão disciplinar. Após ir ao monitor, Daronco concluiu: “Vou voltar com uma questão factual de pênalti e cartão vermelho para o jogador, é isso? Por ‘Dogso’”. Toski respondeu: “Correto, por ‘Dogso’.”
Parecer da Comissão e pontos sem divulgação
Junto com o áudio, a Comissão de Arbitragem divulgou um parecer sobre o lance. No texto, a entidade afirmou: “Pênalti e cartão vermelho corretamente aplicados. O jogador da equipe visitante, após a bola bater no seu braço que se encontrava em uma posição natural em um primeiro momento, faz um movimento adicional na sequencia e toca com o braço na bola, impedindo com isso uma oportunidade clara de gol à equipe adversária”.
O material divulgado pela CBF tratou apenas desse lance da partida disputada na quinta-feira (08), no Estádio Urbano Caldeira. De acordo com a fonte, ficaram sem áudio público as análises de outros lances contestados pelo Flamengo, como a entrada de Barreal em Carrascal e a jogada anterior ao segundo pênalti marcado para o Santos.
A publicação do áudio veio depois da nota oficial do Flamengo com críticas à arbitragem e à revisão. Após a partida, Jorginho também questionou a decisão de Daronco em entrevista coletiva e declarou: “No lance do pênalti, ele ainda consegue fazer o pior cenário possível. Ele conseguir ir ao VAR olhar e teve a oportunidade de voltar atrás. Mas ele deu a penalidade, não dá para voltar. Só dá para seguir adiante e melhorar.”

