CBF investiga compra do Vasco por enteado de Leila Pereira, mas não barra contratações

Por · 27 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), vinculada à CBF, anunciou que vai investigar a aquisição do Vasco pelo empresário Marcos Lamacchia por possível conflito de propriedade, mas não vai impedir contratações ou aportes financeiros do clube.

erick pulgar
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O motivo da apuração é o fato de Lamacchia ser enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa. Por isso, a agência proibiu, de forma cautelar, que o Vasco tome empréstimos e financiamentos com empresas do grupo Crefisa e faça negócios diretamente com o clube paulista.

Fair Play financeiro não trava recuperação judicial do Vasco

Segundo a apuração, a Anresf não vai analisar pontos discutidos na recuperação judicial do Vasco, contratações ou outros aportes financeiros externos negociados pelo clube, incluindo eventuais empréstimos de empresas do próprio Lamacchia sem vínculo direto com Leila Pereira, o Palmeiras ou a Crefisa. A agência vai se ater à fiscalização de pagamentos em dia a atletas, clubes, colaboradores e impostos, além do equilíbrio entre receitas e despesas.

O regulamento do Fair Play financeiro prevê restrições a clubes em recuperação judicial, como condicionar a compra de jogadores à venda pelo mesmo valor e limitar a folha de pagamento à média dos seis meses anteriores. Essas regras não foram aplicadas ao Vasco porque a recuperação judicial do clube é anterior à entrada em vigor do regulamento.

Flamengo havia reclamado de empréstimos do Vasco

A tomada de empréstimos pelo Vasco durante a vigência da recuperação judicial, com previsão de uso em contratações, foi alvo de reclamação enviada pelo Flamengo à Anresf. A Justiça travou um aporte de R$ 150 milhões ao Vasco e aguarda mais detalhamento sobre a destinação do valor.

A abertura do processo de investigação foi decidida de ofício pela própria Anresf, e não em resposta a pedido de algum clube. A decisão anunciada é considerada uma precaução e não envolve julgamento ou decisão de mérito sobre a existência do conflito de propriedade.

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