No texto, o clube afirma que a discussão envolve segurança jurídica e critica a mudança do marco regulatório depois de a atividade ter sido regulamentada. Em um dos trechos centrais da nota, o Flamengo diz: “Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”.
Flamengo cita efeito sobre receitas e cadeia do esporte
Ao tratar dos impactos da proposta, o Flamengo afirma que a mudança “atinge em cheio o esporte brasileiro” e lista efeitos sobre o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos. O clube também menciona reflexos em empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing, tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviço.
Na parte final da nota, o Flamengo afirma que proibir empresas legalizadas não acaba com as apostas e pode fortalecer o mercado clandestino. O texto cita pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores, e um estudo da LCA Consultores baseado nesse levantamento. Segundo a nota reproduzida pela reportagem, entre 38% e 44% do valor apostado online no país ocorre atualmente em plataformas clandestinas.
O clube encerra a manifestação dizendo que o esporte brasileiro “não pode ser enfraquecido por uma decisão que não elimina o jogo, não elimina o mercado ilegal e ainda coloca em risco os investimentos, os empregos e os compromissos construídos dentro das regras que o próprio país estabeleceu”.

