Segundo a publicação, a petição foi enviada na noite de terça-feira (3) pela Fla-Flu Serviços, empresa que administra o estádio após a concessão estadual. No documento, a gestora pede o pagamento dos prejuízos e acusa o Vasco de ter mentido ao Poder Judiciário ao buscar levar a partida contra os argentinos para o Maracanã.
Danos apontados na petição
De acordo com o texto apresentado à Justiça, o Vasco devolveu o estádio com 489 cadeiras quebradas, número que a concessionária classificou como dez vezes superior ao registro anterior de danos. A cobrança também inclui estragos em sanitários, paredes, bebedouros e outros itens do complexo.
A petição ainda cita “adesivagem massiva do Maracanã”, com necessidade de mão de obra específica para limpeza e, em alguns casos, substituição de placas de sinalização. Pela descrição levada ao processo, a conta total supera os R$ 300 mil e ainda não foi paga.
Crítica ao argumento do Vasco
No mesmo documento, a empresa formada por Flamengo e Fluminense também contestou a argumentação apresentada pelo Vasco no processo. Um dos trechos reproduzidos pela reportagem diz: “Concessionária não pode deixar de denunciar a lamentável conduta do Vasco SAF, que na sua sanha incontida de demonstrar alguma espécie de “poder”, mentiu ao Poder Judiciário com o objetivo de levar a partida ao Maracanã”.
A petição também usa a escolha do Nilton Santos para o jogo entre Vasco e Flamengo, em 29 de outubro, pelo Brasileirão, para sustentar a crítica. Segundo o texto, a decisão posterior do mandante enfraquece a justificativa apresentada anteriormente para atuar no Maracanã diante do Boca Juniors. Em outro trecho citado, a dupla afirma: “Nada como o tempo para descortinar as inverdades narradas pelo Vasco”.

