Segundo o texto apresentado, a mudança transforma em regra permanente um formato que já vem sendo usado há um ano e meio. A proposta foi elaborada pela Comissão Permanente de Estatuto, mas tem como base o projeto “Profissionalismo”, do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Como fica a estrutura proposta
Em linhas gerais, a reforma separa com mais clareza quem define os rumos do clube de quem conduz a rotina administrativa. Pelo desenho levado ao CODE, o dia a dia ficaria concentrado em uma Diretoria Profissional, formada por executivos contratados por critérios técnicos.
A nova estrutura prevê duas lideranças principais: um Diretor-Geral para a parte corporativa e um Diretor de Futebol responsável pelo futebol profissional e pelas categorias de base. O modelo também mantém a atuação dos conselhos do clube.
Papel dos conselhos e tramitação do texto
De acordo com a proposta, um novo Conselho Gestor, o COGE, passaria a acompanhar metas, riscos e indicadores da gestão profissional, sem interferir diretamente na operação do dia a dia. O Conselho Deliberativo seguiria como instância máxima para decisões estruturantes, enquanto Conselho de Administração e Conselho Fiscal manteriam suas funções de fiscalização.
A mudança, porém, não altera a natureza jurídica do Flamengo. Segundo a proposta, o clube continuaria como associação civil, pertencente aos sócios, sem transformação em Sociedade Anônima do Futebol.

