Flamengo pode ter de devolver cerca de R$ 70 milhões à Kaizen após proibição das apostas

Por · 2 de outubro de 2026

O Flamengo pode ter de devolver cerca de R$ 70 milhões à Kaizen Gaming depois da proibição das apostas esportivas no Brasil.

Flamengo pode ter de devolver cerca de R$ 70 milhões à Kaizen após proibição das apostas
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Cláusula contratual prevê revisão ou rescisão

De acordo com a informação publicada pelo Netfla, o contrato entre Flamengo e Kaizen Gaming, dona da marca de apostas que patrocina o clube, garante R$ 300 milhões por ano e tem uma cláusula que permite revisão ou rescisão se ações externas inviabilizarem as apostas no país. Com a proibição em vigor, esse ponto do acordo passou a ter efeito direto sobre o planejamento financeiro rubro-negro.

Nesse cenário, a possibilidade levantada é de devolução de cerca de R$ 70 milhões ao patrocinador. Segundo a publicação, o valor corresponde a três meses de pagamento antecipado feitos dentro da parceria.

Impacto aparece em meio a déficit e compromisso futuro

O possível ajuste com a Kaizen aparece num momento em que o Flamengo, ainda segundo a mesma fonte, fechou o primeiro semestre de 2026 com déficit contábil de R$ 33,8 milhões. O texto também informa que o clube precisava antecipar receitas para sustentar compromissos em meio às contas apertadas.

A mesma reportagem liga esse quadro a outro compromisso financeiro relevante: a compra de Lucas Paquetá. De acordo com o conteúdo publicado, o Flamengo adquiriu o jogador em janeiro de 2026 por R$ 260 milhões, em três promissórias, e a segunda parcela está prevista para janeiro de 2027, período citado pela fonte como de baixa econômica para os clubes.

Sob esse contexto, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estaria se preparando para comunicar ao West Ham que o Flamengo não conseguirá pagar a segunda parcela. A reportagem ainda acrescenta que Guilherme Figueiredo, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Kaizen Gaming, já teria se manifestado informalmente sobre um provável rompimento da parceria, mas ressalta que essa movimentação não é tratada como informação oficial.

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