No documento, os signatários afirmam que o futebol acompanha o debate sobre apostas no Brasil e reconhece os impactos sociais da expansão desse mercado, sobretudo sobre os mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, defendem que a resposta passe por regulação, fiscalização, educação e prevenção, sem desmonte do modelo hoje autorizado.
Os clubes também apontam o peso econômico desse mercado no futebol. A nota diz que o investimento das empresas autorizadas se tornou uma das principais fontes de receita do esporte e afirma que esses recursos chegam não só aos grandes clubes, mas também a equipes de menor expressão, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.
Em um dos trechos centrais, o manifesto afirma: “Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas”. Mais adiante, o texto conclui com a frase em caixa alta: “SE ACABAR COM O MERCADO REGULADO, AS APOSTAS NÃO ACABAM. O FUTEBOL É QUE ACABA”.

