Ao comentar o tema, o dirigente português afirmou: “Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro, antes, pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo”. Na mesma avaliação, Boto acrescentou que os melhores atletas brasileiros seguirão indo cedo para a Europa e que, sem conseguir retê-los, os clubes terão menos opções de maior nível no elenco.
Regra aprovada pela CBF
Segundo a entrevista, a definição foi tomada pela CBF na última segunda-feira (21). Hoje, os clubes podem inscrever nove estrangeiros por partida no Campeonato Brasileiro. A redução será feita de forma gradual: oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
De acordo com a mesma fonte, Flamengo e Bahia foram os únicos clubes a votar contra a mudança. O texto também informa que o elenco rubro-negro tem dez estrangeiros no momento.
Sugestão apresentada por Boto
Além da crítica à limitação de estrangeiros, Boto disse que a CBF poderia mexer em outra regra do mercado interno. Para ele, deveria acabar a trava que impede um atleta de trocar de clube após fazer 12 jogos, algo que, na visão do dirigente, retira dinheiro do próprio ecossistema do futebol brasileiro.
Na entrevista, Boto resumiu a proposta da seguinte forma: “Acho que há uma medida que essa sim faria todo o sentido, que era a de não limitar as transferências entre clubes brasileiros a um número de jogos”. Ele ainda afirmou que os grandes clubes buscam os melhores jogadores de outras equipes e classificou essa alternativa como mais adequada para a liga.
Mesmo contrário à decisão, o diretor disse que o Flamengo respeita a deliberação da CBF e ponderou que o efeito prático da medida ainda será visto nos próximos anos. Ainda assim, manteve a avaliação de que a restrição não deve elevar a qualidade do jogador brasileiro que permanece no país.

