Como fica a nova regra
Segundo as informações publicadas nesta segunda-feira, os clubes podem atualmente relacionar até nove estrangeiros por partida. Com a mudança aprovada, o limite cairá para oito em 2027 e seguirá em redução até chegar a cinco em 2030. A CBF também definiu que cada clube poderá inscrever 50 atletas, com pelo menos 20 jogadores de até 23 anos.
Posição do Flamengo na discussão
Boto afirmou que a medida tende a diminuir o nível técnico da competição. Em declaração reproduzida pelas fontes, o dirigente disse: “Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro. Pelo contrário, vai por a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo para a Europa muito novos.”
Na avaliação do diretor rubro-negro, os clubes seguirão perdendo cedo seus principais valores para o mercado europeu e, sem conseguir reter esses atletas, terão menos opções de alto nível no elenco. Por isso, o Flamengo foi um dos clubes que votaram contra a proposta aprovada pela CBF, ao lado do Bahia.
Boto também defendeu outra alteração nas regras do mercado interno. Para ele, faria sentido retirar a limitação por número de jogos nas transferências entre clubes brasileiros. Em uma das falas publicadas, o dirigente resumiu a posição: “Acho que há uma medida que essa sim faria todo o sentido, que era a de não limitar as transferências entre clubes brasileiros a um número de jogos, porque isso é algo que não existe em mais nenhuma parte do mundo.”
De acordo com o material publicado, a proposta defendida pelo dirigente prevê que um jogador não possa mudar de equipe depois de completar 12 partidas, tema que deve voltar à discussão em uma próxima reunião de clubes com a CBF.

