Intervenção começa após críticas e jogo da NFL
A troca foi iniciada um dia depois de o Maracanã receber o primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro. Segundo a fonte, a medida vem na sequência de críticas públicas ao estado do piso. Pelo lado do Flamengo, Rossi e Arrascaeta reclamaram das condições do campo, e o técnico Leonardo Jardim afirmou que o gramado atrapalhava até a troca de passes simples da equipe.
Em 11 de setembro, o CEO do Maracanã, Fred Nantes, reconheceu o problema em entrevista coletiva. Na ocasião, disse: “A gente reconhece que não está na qualidade que gostaria. É nítido. Nós temos uma frustração grande, mas a gente precisa fazer uma análise criteriosa quando a gente critica o gramado do Maracanã. Sempre baseada em dados técnicos”. Segundo a administração, o desgaste foi associado ao inverno mais quente, às chuvas fortes e ao excesso de jogos. Até o fim de setembro, o estádio terá recebido 58 partidas em 2026, e a proporção de jogos com chuva no dia ou nas 24 horas anteriores subiu de 20% para 46%.
Calendário inclui Fla-Flu e semifinal da Libertadores
Antes da troca iniciada nesta segunda, o gramado já havia passado por outra intervenção com a chegada da GrassMaster Stitch Machine, equipamento que costura fibras sintéticas por baixo da grama natural para dar mais estabilidade e resistência à superfície. A previsão inicial para a máquina era meados de outubro, dentro da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, mas a NFL antecipou a chegada ao Brasil, segundo a fonte.
No calendário do Flamengo, o próximo compromisso no Maracanã citado pelos dados canônicos é o clássico com o Fluminense, marcado para 11 de outubro, às 17h30, pelo Brasileirão. Depois, o time recebe o Estudiantes em 22 de outubro, às 21h30, pela volta da semifinal da Libertadores. A operação desta semana, porém, não substitui o plano anunciado para dezembro: o consórcio já informou que pretende trocar a Bermuda Celebration pela Celebration Hybrid depois do fim da Série A, com foco na temporada 2027.

