A troca foi anunciada depois de críticas ao estado do campo feitas por jogadores, integrantes de comissões técnicas e dirigentes de clubes do Brasileirão. Em reunião realizada também nesta sexta-feira no Maracanã, foram apontados cinco fatores que reduzem a qualidade do gramado: carga mecânica, umidade no momento do uso, densidade vegetal, atividade fisiológica e intervalo de recuperação.
Dirigente reconhece condição atual do campo
CEO do Maracanã, Fred Nantes admitiu que o estádio não entrega hoje o nível desejado no gramado. “A gente reconhece que não está na qualidade que gostaria. É nítido. Nós temos uma frustração grande, mas a gente precisa fazer uma análise criteriosa quando a gente critica o gramado do Maracanã. Sempre baseada em dados técnicos”, disse.
Em entrevista ao ge citada pela Gazeta Esportiva, o executivo afirmou ainda que a troca não tem relação com a Copa do Mundo Feminina de 2027. Na explicação, ele destacou a prioridade de manter o estádio apto para a rotina dos clubes e disse: “Estamos fazendo o que precisamos para que os times joguem no Maracanã em todos jogos. Eu não posso pensar em 9 jogos (de Copa) quando tenho mais de 70 dos clubes que mantém o estádio durante 20 anos.”
Na mesma fala, Nantes acrescentou que o novo tipo de gramado também foi pensado para suportar a carga adicional prevista no calendário do próximo ano. Segundo ele, “Vamos colocar a espécie mais resistente até para aguentar os 9 jogos adicionais no próximo ano”.

