Crítica à medida e efeito sobre os clubes
Segundo Braz, a medida provisória mudou regras já estabelecidas para um mercado que hoje financia parte relevante do futebol brasileiro. Em declaração reproduzida pela Coluna do Fla, o ex-vice-presidente rubro-negro classificou a MP das bets como “covarde, ineficaz e eleitoreira” e disse ter autoridade para tratar do tema por ser deputado federal em exercício e relator do projeto de lei que regula as apostas esportivas no país.
Na avaliação de Braz, o efeito da proibição vai além do patrocínio ao time principal. Ao comentar o caso do Flamengo, ele afirmou: “Mexeram nas regras pré-estabelecidas, e quem paga essa conta também é o Flamengo. A medida apenas empurra milhões de brasileiros para o mercado clandestino”. Em seguida, acrescentou que o corte abrupto dessa receita atinge “a base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e milhares de trabalhadores que prestam serviço a esses clubes”.
Contratos do Flamengo com casas de apostas
A discussão tem ligação direta com o Flamengo porque o clube mantém contrato master com uma empresa do setor. De acordo com a fonte, a primeira parceria principal nessa área foi fechada com a Pixbet quando Braz ainda ocupava a vice-presidência. Em 2024, o contrato começou em R$ 105 milhões e depois foi reajustado para R$ 115 milhões.
Ainda segundo a publicação, a Betano assumiu o posto de patrocinadora master em 2025 e o acordo pode render ao Flamengo até R$ 895 milhões até 2028. A fonte também informa que o vínculo com a empresa segue vigente até dezembro de 2028, enquanto o clube aguarda a definição sobre a conversão, ou não, da medida provisória em lei.

