A declaração foi dada após o clube receber nova negativa na Justiça para mandar no estádio a partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Ao tratar do tema, Pedrinho disse: “Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta. Por que eu tenho casa, eu não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor.”
Declaração após decisão judicial
Segundo a reportagem, a fala aconteceu depois da aprovação, pelo Conselho Deliberativo, da venda da SAF vascaína e em meio à disputa judicial pelo direito de uso do Maracanã. O desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, indeferiu o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Vasco para tentar garantir o jogo no local.
De acordo com a decisão liminar citada no texto, a discussão não foi encerrada definitivamente. O entendimento foi de que, naquele momento, não havia elementos suficientes para determinar que a concessionária disponibilizasse o estádio ao Vasco. Entre os pontos considerados, a reportagem menciona condições do gramado, calendário de utilização e questões operacionais.
O que o Vasco alega sobre o uso do estádio
Pedrinho voltou a questionar os critérios adotados para liberar o Maracanã e afirmou que o Vasco não pede favor para atuar no local. Segundo a reportagem, o presidente sustenta que o clube tem um acordo que prevê quatro partidas por temporada no estádio, além dos clássicos previstos no memorando firmado entre Vasco, Flamengo e Fluminense.
A mesma fonte informa que o memorando de entendimento entre os três clubes estabelece que os clássicos estaduais de 2025 e 2026 sejam disputados no Maracanã. Também registra que, em 2026, o Vasco teve quatro pedidos negados para atuar no estádio: contra Vitória, pela Copa do Brasil, Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, e Santa Fe e Boca Juniors, ambos pela Sul-Americana.
Em outra fala reproduzida pela reportagem, Pedrinho afirmou que seguirá cobrando o que entende ser um direito do clube: “Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou pro Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto pro Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato”.

