Em entrevista à rádio La Red, da Argentina, o dirigente disse que o Estudiantes buscou orientação antes de avançar no caso e sustentou que a inscrição foi feita com respaldo jurídico. Verón declarou: “Desde o primeiro momento, nos assessoramos para saber onde estávamos pisando. Não queríamos ter nenhum problema. Se nos dissessem que poderia dar errado, obviamente não faríamos nada. Depois de nos informarmos e sabendo que estávamos corretos, fizemos a apresentação e o TAS decidiu a nosso favor. A partir daí, (houve) a habilitação do Marcos”.
Caso segue sem decisão final
Segundo Verón, o clube ainda espera a resolução definitiva do CAS e não sabe se ela sairá antes ou depois da final. Ainda assim, ele manteve o discurso de segurança sobre a presença do Estudiantes na decisão. Nas palavras do presidente: “Estamos à espera da resolução definitiva do CAS e não sabemos quando será, se antes ou depois da final. O importante é que ele jogou habilitado pelo TAS e, o que se decidir no futuro, não corremos riscos de não jogar a final”.
Como começou a disputa
De acordo com a Gazeta Esportiva, o Estudiantes solicitou à Conmebol a inclusão de Marcos Rojo na lista da competição para o jogo contra o Flamengo, embora o zagueiro tenha sido contratado após o fim da janela de transferências. O pedido foi rejeitado pela entidade depois de consulta à Fifa, que reforçou a obrigatoriedade do cumprimento das regras sobre períodos de inscrição de atletas.
Na sequência, o clube argentino recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte. O CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da escalação do jogador. Com essa autorização, Rojo foi titular no jogo de volta da semifinal da Libertadores contra o Flamengo.
O Flamengo, por sua vez, afirmou que reivindicaria o cumprimento do regulamento caso o jogador fosse escalado. Segundo a publicação, o clube carioca disse que não iniciou nenhum procedimento na Conmebol e que busca resguardar seus direitos após ter sido incluído pelo próprio Estudiantes no processo conduzido pelo CAS. Agora, os clubes aguardam o julgamento do caso.

