Em entrevista repercutida nesta quarta-feira (21), o ex-zagueiro afirmou que a chegada de atletas de fora nem sempre eleva o nível técnico e defendeu mais espaço para jogadores formados no país. “Os melhores têm que vir. Mas os melhores não vêm para o Brasil, eles vão para a Europa. Aí os clubes trazem jogadores intermediários, mas aqui tem iguais ou melhores”, disse. Na sequência, completou: “É muito necessário diminuir a quantidade de estrangeiros. Quem vai ganhar com isso é o nosso futebol, que dará mais oportunidade à base”.
Flamengo ficou entre os votos contrários
A posição de Rodrigo Caio contrasta com a do Flamengo. Segundo a fonte, o clube votou contra a proposta aprovada em setembro, ao lado de Bahia e Londrina. A nova regra prevê queda gradual no limite de estrangeiros relacionados por partida: de nove atualmente para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.
Debate atinge o elenco rubro-negro
O tema tem impacto direto no elenco profissional do Flamengo. Conforme levantamento citado pela fonte, o clube tem dez estrangeiros no grupo principal: Rossi, Joaquín Freitas, Arrascaeta, De la Cruz, Varela, Pulgar, Saúl, Carrascal, Plata e Valencia. Assim, o total já supera o limite de oito jogadores que poderá ser relacionado por partida a partir de 2027, embora a regra trate da lista de cada jogo e não do número de contratos.
Rodrigo Caio atuou pelo Flamengo entre 2019 e 2023, voltou ao Ninho do Urubu em maio de 2025 como auxiliar de Filipe Luís e deixou o clube no início de março deste ano, após a saída do treinador. Agora, a manifestação pública do ex-zagueiro recoloca no debate um tema em que ele e o Flamengo estão em lados diferentes.

