De acordo com a apuração, o procedimento é conduzido pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST) e busca esclarecer se houve emissão de ingressos acima da capacidade permitida em setores do estádio. O inquérito foi instaurado em 26 de agosto de 2026.
O que está no foco da apuração
A investigação abrange jogos realizados entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Nesse recorte, o MPRJ pediu dados sobre o número total de ingressos emitidos, com discriminação por setor, além de informações sobre ingressos utilizados e sobre o número de pessoas que acessaram cada setor.
O material solicitado, portanto, não se limita à venda de entradas. A apuração também cruza emissão, uso efetivo dos ingressos e acesso de público por setor, para checar se houve compatibilidade entre a operação do estádio e os limites permitidos em cada área do Maracanã.
Quem foi oficiado e qual é o prazo
O MPRJ enviou ofícios ao consórcio Fla-Flu Serviços S.A., aos clubes, ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).
A mesma apuração informa ainda que Antonio Panza, diretor jurídico do consórcio, não comentou o caso. Com o inquérito em andamento, o foco do procedimento é reunir as informações pedidas aos envolvidos para esclarecer a operação de ingressos e acesso nos jogos analisados.

