Modelo da negociação no estádio
Pelo acordo em discussão, o Consórcio Fla-Flu assumirá o pagamento da obra. Em contrapartida, o governo permitirá a exploração comercial, por dois anos, de um dos camarotes pertencentes ao Estado. A fonte informa ainda que o Estado já elaborou um aditivo ao contrato de concessão do Maracanã para estabelecer as condições da intervenção.
Segundo a publicação, a reforma busca modernizar a Tribuna de Honra para adequar o espaço aos padrões atuais de acessibilidade, segurança, conforto, funcionalidade e hospitalidade. A intenção é que o local atenda às exigências para receber autoridades e convidados em eventos de grande porte.
O Governo do Rio tem direito de uso exclusivo da Tribuna de Honra e de sete camarotes no setor oeste do estádio: 317, 318, 319, 320, 321, 322 e 330. De acordo com a negociação em discussão, o camarote 330 pode ser cedido temporariamente ao Consórcio Fla-Flu para viabilizar a reforma.
Propostas, prazo e contexto da Copa
O Consórcio Fla-Flu recebeu três propostas para executar a modernização e escolheu a apresentada pela Solutions World. A empresa indicou prazo de 45 dias e custo superior a R$ 2,4 milhões. A NovaRio apresentou orçamento mais baixo, mas com prazo de 90 dias úteis, enquanto a Tottus Engenharia levou a proposta mais alta, de quase R$ 4 milhões, com execução em 105 dias úteis.
A mesma reportagem informa que o Maracanã receberá nove partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, incluindo a abertura e a final. A FIFA quer ter o controle do estádio com 28 dias de antecedência, enquanto o Consórcio Fla-Flu trabalha com a possibilidade de liberar o local durante metade desse prazo. Governo do Rio, FIFA e consórcio seguem em reuniões sobre o calendário de utilização do estádio.

