Rodrigo Mattos aponta dois cenários para o Flamengo em 2027

Por · 3 de novembro de 2026

O Flamengo pode encerrar 2026 com déficit em torno de R$ 40 milhões, e o cenário para o início de 2027 muda de forma relevante conforme a volta ou não das bets, de acordo com análise de Rodrigo Mattos no UOL News Esporte.

Rodrigo Mattos aponta dois cenários para o Flamengo em 2027
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Dois caminhos para o caixa

Segundo o jornalista, o clube trabalha com duas projeções. Com a volta das bets, a tendência é de um começo de ano conservador, mas com condições de cumprir os compromissos previstos. Sem esse retorno, a alternativa passa, em princípio, pela venda de jogadores.

Mattos resumiu o quadro da seguinte forma: “primeiro vai fechar, tem uma previsão de fechar em déficit esse ano em torno de 40 milhões na revisão do orçamento, muito por causa dessa venda fracassada do Plata, que deixou a meta de vendas abaixo do que deveria. Aí o que acontece para o ano que vem? Cenário com bets voltando: vai ser um início de ano conservador, mas tranquilamente vai cumprir esses compromissos, apesar de serem altos. Cenário sem bets: aí vai precisar, em princípio, tentar vender alguém, sim.”

Orçamento revisto e mercado

Na avaliação apresentada no UOL, a negociação frustrada de Gonzalo Plata ao futebol russo virou um contratempo importante no orçamento da temporada. Mattos também afirmou que, além da venda que não se concretizou, o clube tinha uma previsão ligada ao naming rights do Maracanã que não se realizou.

Dentro desse quadro, a leitura do jornalista é que a volta das bets permitiria ao Flamengo segurar o elenco no começo de 2027, embora sem espaço para grandes contratações no período. Já em um cenário sem bets, o clube teria de negociar atletas, buscar um novo patrocinador máster e fazer uma “correção de rota” para reduzir gastos e reequilibrar o caixa.

Mattos ainda citou tratativas que não avançaram por valores considerados altos para o momento. Ao comentar as conversas por Almada e Luiz Henrique, disse: “As negociações do Almada e do Luiz Henrique não faziam muito sentido dentro do que estava posto. Era para um momento em que já tinha o time, ia ser um acréscimo muito grande com valores muito altos. As duas negociações do Flamengo, que não tenham acontecido, foi bom para o clube.”

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