Entidade detalha onde vê a maior redução
Segundo a conta apresentada pela CBF, a redução projetada representa 16% das receitas orçadas para 2027. A previsão inicial era arrecadar R$ 2,7 bilhões no próximo ano, mas, sem as bets, a entidade estima R$ 2,28 bilhões.
O maior impacto projetado está no naming rights e na área comercial da Copa do Brasil, em R$ 120 milhões. A CBF também incluiu perdas na Seleção Brasileira, em transmissão e comercial, nas Séries B, C e regionais, na Série A, no futebol feminino, no futebol de base, em direitos de data betting da Copa do Brasil e de outras competições, além da Supercopa.
CBF também cita valores de 2026 e defende transição
A entidade informou ainda que teve R$ 215 milhões de receitas não recebidas em 2026. Segundo a apresentação citada pela reportagem, os valores de placas de publicidade estática da Copa do Brasil e o naming rights da competição estão muito ligados ao mercado de bets.
No recorte de longo prazo, a CBF afirma que hoje estima perda de R$ 2 bilhões em receitas até 2030. Na audiência no STF, o representante da entidade foi o advogado Igor Mauler Santiago, e a confederação defendeu ao menos uma transição gradual para diluir as perdas ao longo do tempo.
De acordo com a CBF, os ativos superavitários são a seleção brasileira e a Copa do Brasil. A entidade afirma que essas duas propriedades subsidiam outras 26 competições, das Séries B, C e D às copas regionais e de base, no masculino e no feminino.

