A mesma apuração informa que São Januário foi considerado inadequado para a partida. Entre os fatores citados estão as condições de acesso, a separação das torcidas e a dispersão do público após o jogo. O texto também destaca que o parecer não trata o Nilton Santos como incapaz de receber o confronto, mas registra preferência pelo Maracanã em termos de operação e segurança.
Ofício amplia discussão para a concessão do estádio
No documento enviado ao governador, o procurador-geral afirmou: “Avulta, portanto, o interesse público primário da questão, a sugerir a intervenção do Poder Concedente, até porque a segurança pública é responsabilidade de todos (art. 144, caput, da Constituição da República), alcançando, assim, também a concessionária do principal equipamento esportivo do Estado, que se obrigou a usar e explorar o bem concedido em conformidade com o contrato e o edital, com zelo, diligência e observância das determinações do Poder Concedente”.
A manifestação, porém, não representa intervenção já determinada nem autorização definitiva para que o Vasco mande a partida no Maracanã. O estádio é administrado por Flamengo e Fluminense por meio da concessionária Fla-Flu Serviços S.A., que já havia negado a solicitação vascaína com justificativas ligadas ao calendário e à preservação do gramado.
Outro ponto citado é a agenda rubro-negra no estádio. Segundo a fonte, o Flamengo tem compromisso marcado no Maracanã em 22 de outubro, contra o Estudiantes, pela semifinal da Libertadores, dois dias depois da data pretendida para Vasco x Boca Juniors.

